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Robôs cooperantes: os novos colegas de trabalho vão assumir mais de 50 milhões de postos de trabalho na próxima década

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Robôs cooperantes: os novos colegas de trabalho vão assumir mais de 50 milhões de postos de trabalho na próxima década

Não se trata de ficção científica mas de uma realidade cada vez mais próxima. Os robôs vão assumir mais de 50 milhões de postos de trabalho na próxima década.

Na verdade, os robôs já fazem parte de centros de logística, enfermarias em hospitais, assistem cirurgias, são bons donos de casa e podem vir a trabalhar ao nosso lado. Partilham espaços comuns de trabalho e complementam tarefas sequencialmente como uma equipa homem-máquina. Além disso, têm voz, reconhecem e interpretam movimentos e gestos humanos.

Ter colegas robôs impõe novos desafios às organizações e à gestão de recursos humanos, como a aquisição de novas competências e de novas rotinas nas equipas constituídas por humanos e por máquinas.

Mais do que uma transformação tecnológica, os robôs cooperantes impulsionam uma transformação organizacional em que importa sensibilizar, motivar e formar os colaboradores para lidarem com essa mudança e trabalharem de perto com os novos colegas-máquinas. Pode vir a ser necessária a criação de novos cargos técnicos e de chefia, com uma forte vertente digital e competências interdisciplinares, para poder gerir adequadamente esses equipamentos e a sua articulação com os colegas humanos.

Da indústria, à logística, à banca, ou ao turismo, os robôs já são capazes de trabalhar autonomamente em estreita cooperação com as pessoas. Por exemplo, na ária da banca, o Novo Banco, conta com alguns milhares de operações diárias feitas por robôs. No setor hoteleiro, foi recentemente inaugurado no Porto o Yotel, um hotel em que o serviço de quartos é integralmente assegurado por dois robôs que interagem com os clientes. A Amazon foi pioneira na utilização de robôs cooperantes nos seus centros logísticos.

Na indústria há vários exemplos em Portugal que já contam com robôs cooperantes como a fábrica de automóveis da Mitsubishi Fuso Trucks Europe e a Flupol que se dedica à engenharia de superfícies. Em ambas as empresas a introdução de robôs abriu novas oportunidades para motivar e valorizar as pessoas e para a criação de novas funções mais atrativas que passam pela realização de outras atividades mais criativas e pensamento crítico; pela programação dos robôs para realizar as suas antigas tarefas em que são especialistas; e pela supervisão do trabalho do robô que, apesar de automática, pode ser complexo.

Na gestão de equipas, a introdução de robôs implica rever as rotinas das equipas e introduzir novas tarefas como a correção de erros, a gestão do cronograma de execução das suas tarefas, o tratamento de situações imprevistas não tratadas / detetadas por eles, a gestão e definição dos responsáveis por essas novas tarefas e respetivos protocolos.

Os robôs podem ainda vir a supervisionar o trabalho humano. Estes chefes virtuais são capazes de gerir equipas de acordo com os padrões estabelecidos. Funcionam através de algoritmos e têm a capacidade de avaliar se as tarefas estão ou não a ser cumpridas devidamente.

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