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No LinkedIn, menos é mais!

redes sociais

Uma grande rede de contactos nas redes sociais pode ser uma ferramenta menos valiosa do que até aqui se pensava. Quem o diz é Alexandra Samuel, autora do livro ‘Work Smarter with Social Media: A Guide to Managing Evernote, Twitter, LinkedIn, and Your Email’ e colaboradora da Harvard Business Review, onde recentemente publicou um artigo em que refere que no que diz respeito ao LinkedIn, uma rede de contactos mais pequena pode ser mais valiosa.

“Muitos utilizadores estão a começar a descobrir que um maior número de conexões nas redes sociais pode ser menos valioso do que um menor número de conexões, do que um círculo de conexões mais intimista. Com uma enorme coleção de amigos ou seguidores numa rede social perdemos os benefícios da intimidade, da descoberta e da confiança, fatores que funcionam melhor quando temos menos conexões”, refere.

Como exemplo, a investigadora fala do LinkedIn e daquilo que chama o “teste do favor”. Para Alexandra Samuel, só nos devemos conectar no LinkedIn com pessoas que conhecemos bem o suficiente para pedir um favor ou para lhes fazer um favor! Porquê? “Porque o maior valor que o LinkedIn oferece é a possibilidade nos ajudar a apresentarmo-nos às pessoas que podem fazer uma diferença no nosso trabalho”, revela.

No início da sua história já com 12 anos, o LinkedIn encorajava os seus utilizadores a serem bastante seletivos nas conexões que estabeleciam, mas hoje a ‘estória’ é outra! A pressão para fazer crescer a nossa rede de contactos na rede social é cada vez maior, com sugestões de pessoas que talvez tenhamos interesse em adicionar à nossa ‘lista’, emails a relembrar que temos convites pendentes e notificações sempre que alguém nos faz um convite para integrar a sua rede pessoal.

O processo de conexão do LinkedIn foi aperfeiçoado para que favoreça a quantidade face à qualidade. Sim, se virmos o perfil de alguém no LinkeIn e nos conectarmos a partir daí, muito provavelmente seremos ‘desafiados’ a adicionar uma nota pessoal ao pedido”, refere, mas ainda assim, na maioria das vezes, o LinkedIn envia uma mensagem genérica, por defeito, sem nos dar a oportunidade de personalizar o convite.

A lógica por detrás deste processo, diz a investigadora, é obviamente atrair mais pessoas para a rede social, até porque uma das suas formas de ganhar dinheiro é através da apresentação de conteúdos publicitários à sua audiência. E nesse aspeto, sejamos honestos, quanto maior, melhor!

Mas se olharmos através da perspetiva do utilizador, daquele que está de facto interessado em fazer crescer a sua rede de contactos e torná-la valiosa, é importante sermos seletivos, nomeadamente com os conteúdos que partilhamos e com quem partilhamos.

Na opinião de Alexandra Samuel, nesse aspeto, o Facebook é um bom exemplo, por já permitir criar listas de pessoas com quem queremos partilhar as nossas publicações e com quem não queremos partilhar nada.

“O Facebook deixa-nos ver as publicações de outras pessoas em contextos específicos. Se nos sentirmos sobrecarregados com o volume de updates no nosso feed de notícias, podemos pedir para não recebermos updates de publicações de algumas pessoas em particular ou ver apenas as publicações mais recentes dos nossos colegas do trabalho”, explica.

Segundo a autora, “conectarmo-nos online é hoje uma parte muito importante do nosso networking profissional, assim como as reuniões cara a cara e as conferências. Mas como no mundo offline, algumas conexões têm mais valor do que outras. Traduzir essas variações para a nossa experiência online pode ajudar os profissionais a atingir aquilo que realmente pretendem através das suas ligações nas redes sociais: alcance e influência, sim, mas também aquele tipo de ligações que podem ajudar a transformar as nossas carreiras.”

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