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Várias gerações de colaboradores, várias abordagens de gestão?

millennials no trabalho

Sim, já sabemos que estão a penetrar todas as organizações e que são uma das gerações mais estudadas dos últimos anos: por empresas, marcas e, sobretudo, pela área dos recursos humanos, que carece de informação para saber gerir estes novos colaboradores numa era em que é também essencial promover a colaboração intergeracional no seio das organizações. Falamos dos Millennials, aqueles que em 2020 deverão representar já um terço da força de trabalho mundial.

Um estudo recentemente publicado pela Manpower revelava que no que diz respeito ao trabalho, existem cinco fatores que são prioritários para os Millennials e que os diferenciam das anteriores gerações: dinheiro, segurança, férias, trabalhar com boas pessoas e horários flexíveis. Para além disso, os Millennials desejam sentir que o trabalho que desempenham tem uma missão e um propósito e esperam vir a desempenhar várias funções ao longo da sua carreira, o que significa que entendem também que terão que desenvolver as suas competências ao longo da vida.

De resto, de acordo com o World Economic Forum, cerca de 90% dos trabalhadores desta geração veem a aprendizagem contínua como uma parte importante das suas carreiras e estão inclusive dispostos a utilizar o seu tempo pessoal e o seu dinheiro em formação, já que para estes jovens a formação contínua é um “fator chave quando consideram um novo trabalho”.

E se o problema da retenção de talentos e do engagement dos colaboradores já não é novidade para a maioria dos gestores de recursos humanos, só nos últimos anos é que a maioria dos empregadores começou a perceber que acolher novas gerações nas organizações implica repensar a forma como se gerem pessoas. Um artigo recentemente publicado no Ivey Business Journal indicava que é preciso “desenvolver novos modelos de engagement que tenham em conta as diferenças geracionais entre os baby boomers e os millennials.”

Mas de que forma é que os Millennials se diferenciam das anteriores gerações? E mais importante, que práticas de gestão devem ser implementadas para ir ao encontro das necessidades de todas as gerações hoje representadas nas organizações?

[mks_pullquote align=”left” width=”700″ size=”24″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#9e2146″]”Os baby boomers continuam a representar a maior fatia de trabalhadores do mercado de trabalho, com fatores a seu favor como a memória (…), o otimismo e a sua disponibilidade para trabalhar horas extra.”[/mks_pullquote]

A maioria dos estudos indica que os baby boomers continuam a representar a maior fatia de trabalhadores do mercado de trabalho, com fatores a seu favor como a memória, visto serem mais velhos que a nova geração que agora integra as organizações, o otimismo e a sua disponibilidade para trabalhar horas extra. É importante lembrar que esta geração desenvolveu toda a sua carreira em organizações marcadas por hierarquias e em posições em que a colaboração com outros colaboradores e o trabalho de equipa eram essenciais.

Os Millennials, por sua vez, estão a entrar num mercado de trabalho cujo panorama é bem diferente do experienciado pelas anteriores gerações. E as suas expetativas em relação às organizações para as quais trabalham são também elas diferentes. Esta nova geração é autoconfiante, tem competências tecnológicas, está disposta a trabalhar em multitasking e tem mais formação que as gerações anteriores. Para além disso, apesar de quererem trabalhar num ambiente desafiante, esta nova geração exige algo que a geração dos seus pais nunca ousou pedir: equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

[mks_pullquote align=”left” width=”700″ size=”24″ bg_color=”#ffffff” txt_color=”#9e2146″]”Uma das características dos Millennials, para além do facto de dominarem a comunicação digital, é que estão preparados para se saírem bem ao fazerem o bem. Cerca de 70% (…) revela que faz voluntariado e que estar civicamente envolvido na sociedade é uma das suas maiores prioridades.”[/mks_pullquote]

O que é inegável é que esta geração está a mudar o cenário organizacional, não só na forma como trabalha, mas também na forma como interage com os seus colegas e com os seus superiores hierárquicos.

Leigh Buchanon, autora do artigo ‘Meet the Millennials’, refere que “uma das características dos Millennials, para além do facto de dominarem a comunicação digital, é que estão preparados para se saírem bem ao fazerem o bem. Cerca de 70% dos Millennials revela que faz voluntariado e que estar civicamente envolvido na sociedade é uma das suas maiores prioridades”.

Isto reforça o facto de ser cada vez mais importante para as empresas definirem a sua missão e terem um propósito, pelo menos se um dos seus objetivos for atrair e reter talento. A isto acresce o facto desta nova geração estar mais predisposta para a criatividade e resolução de problemas que as gerações anteriores. Por terem crescido numa era em que a informação está disponível quase instantaneamente e à distância de um clique, os Millennials são sobretudo uma geração que pretende estar envolvida na discussão e na resolução de problemas complexos que exijam criatividade e trabalho de pesquisa.

Para além disso, é importante que as organizações entendam que esta nova geração espera feedback contínuo e constante das suas chefias, assim como feedback apropriado. “Seja positivo ou negativo, o feedback tem de ser estruturado de uma forma que não haja espaço para dúvidas. O feedback deve ser claro e específico para ser eficiente”, explica Joanne Sujanski, sobre os Millennials.

Para as organizações, o que é mais urgente reter é que se  querem motivar e envolver os seus colaboradores, sejam estes de que geração forem, uma abordagem única não será suficiente. “As chefias intermédias devem estar preparadas para gerir o envolvimento dos colaboradores a uma micro escala. Muitos baby boomers com mais de 30 anos de experiência reconhecem a necessidade de serem flexíveis, adaptáveis às novas condições e de trabalharem em equipa. Mas outra porção desta geração, por sua vez, está presa aos velhos hábitos e não é flexível às mudanças. Um grupo mais pequeno, mas em crescimento, de Millennials com menos de cinco anos de experiência está desejoso de aprender e desenvolver as suas competências e é flexível à mudança”, explica o Ivey Business Journal.

Por isso, é essencial que as organizações e os gestores de recursos humanos, em particular, procurem entender as diferenças geracionais e quais os drivers que impulsionam o envolvimento das diferentes gerações representadas nas suas empresas. Ao entrarem neste mindset, os líderes das organizações terão maior capacidade para motivar as suas equipas e, consequentemente, para entenderem que fatores devem trabalhar para conseguirem maiores taxas de retenção e atração de talentos.

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