KEEP IN MIND – Tendências RH

Keep in Mind - Tendências RH
Raquel Rebelo
Raquel Rebelo, CEO da IFE by Abilways

Tendências RH

Para ajudar a pensar cenários futuros e a tomar decisões com confiança

Keep in Mind é a forma que encontrámos de devolver aos profissionais de RH que anualmente partilham conhecimento e experiências com os seus pares nos nossos eventos de aprendizagem (como o PortoRH ou a ExpoRH) o seu contributo para o cumprimento do nosso propósito com a organização destes eventos, de apontar caminhos, dando voz às boas práticas de gestão de pessoas.

Há muito que procurávamos uma forma de sistematizar e divulgar estas partilhas a um maior número de pessoas, mas de facto ainda não tínhamos encontrado a melhor forma de o fazer.
Este ano surgiu, sob a forma de Keep in Mind – Tendências RH.
Surgiu depois de termos decidido estruturar um ebook com o resumo das intervenções efetuadas na ExpoRH 2020, e quando estávamos a preparar este ebook percebemos que poderíamos ir muito mais além e sistematizar as partilhas efetuadas sob a forma de eixos de desenvolvimento e tendências que podem guiar e inspirar outros profissionais.

Keep in Mind não é um estudo de tendências feito com base na recolha exaustiva de dados e com base científica. Nem pretende substituir-se aos estudos de tendências que anualmente saem para o mercado.

Esta é a nossa leitura, a nossa interpretação das práticas que estão a ser implementadas nas cerca de 50 empresas que participaram na ExpoRH2020 e que representam um universo aproximado de 86.000 colaboradores.

Parece-nos um bom número para nos permitir assumir que são 5 os principais eixos de desenvolvimento que estão a guiar as empresas nacionais na definição das suas estratégias e na gestão das suas equipas.

1. ADAPTABILIDADE E ACELERAÇÃO: TEMOS DE SER VELOZES E ÁGEIS.

Não é uma opção, é uma atitude que as empresas querem e têm de incorporar e desenvolver.
Com o fim da estratégia de longo prazo, a adaptabilidade, a flexibilidade e a rapidez de resposta, são competências que assumem um cada vez maior protagonismo.
Com entusiasmo, autonomia e coresponsabilização temos de ser rebeldes, assumir riscos, experimentar, não ter medo de errar e fazer acontecer.
É uma questão de sobrevivência!

2. CULTURA E SUSTENTABILIDADE: EQUILIBRAR PESSOAS, NEGÓCIOS E AMBIENTE.

É urgente entender a sustentabilidade como a “pegada da consciência” e perceber quais os pontos fortes da cultura das organizações que podem ser postos ao serviço da transformação sustentável, dando robustez ao processo de construção de uma organização sustentável, uma organização que concilia o presente com o futuro e cujas lideranças desempenham um papel chave na promoção da ética, no falar verdade e com transparência, na transmissão dos valores e na garantia do respeito.

3. LIFELONG LEARNING: SER UM ETERNO APRENDIZ

Aprender não é uma opção!
Com curiosidade, liberdade e com muita humildade, temos de criar uma cultura de aprendizagem nas organizações que facilite o acesso ao conhecimento e ajude a transformar os gap’s de competências em oportunidades de crescimento.

Face à escassez de determinados perfis, temos de explorar os talentos escondidos, “olhar para dentro de casa” e através de processos de upskilling e reskilling dar-lhes a oportunidade de se revelarem.

É essencial promover a literacia de dados e ao mesmo tempo integrar ou desenvolver nas equipas profissionais de data com competências analíticas para apoiar a tomada de decisão e fazer crescer o negócio.

4. UP DIGITAL: SER DIGITAL É UM COMPROMISSO

Que implica transformação de mindest e de cultura organizacional, como temos vindo a perceber cada vez melhor nos últimos meses.

A tecnologia vai continuar a evoluir e o investimento em tecnologia a crescer na procura por uma resposta ágil aos desafios com que somos surpreendidos e no redesenho de novas formas de trabalhar, libertando-nos para aquilo que realmente interessa.

As empresas estão a usar o digital para tornar os processos de recrutamento mais friendly para os candidatos, para agilizar o acolhimento de novos colaboradores, flexibilizar a aprendizagem com a criação e adaptação de novos formatos e modelos pedagógicos e apoiar os colaboradores, na sua ligação à equipa e à empresa, aos clientes e ao mercado em teletrabalho.

5. FEELING GOOD: CUIDAR E EQUILIBAR… HUMANIZAR

As empresas devem ser guardiãs da saúde das suas pessoas, devem facilitar o equilíbrio trabalho, família, saúde e bem-estar.
Devem cuidar do bem-estar emocional dos colaboradores não por estar na moda, mas porque de facto impacta no negócio e no crescimento das empresas e para isso é importante perceber que empatia, cooperação e confiança no outro têm bases biológicas e que podemos ativar a oxitocina, a hormona da felicidade, no ambiente corporativo fomentando o espírito de equipa, o reconhecimento e o sentimento de pertença “à minha tribo”.

Este será um documento publicado anualmente com os conteúdos da ExpoRH e será depois atualizado com as informações recolhidas no Porto RH Meeting.

Estamos certos de que o Keep in Mind – Tendências RH veio para ficar e que vai ganhar forma e ainda mais consistência no futuro.

Faça o download do documento aqui 

 

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