Estarmos sempre ligados pode prejudicar o negócio

É cada vez maior a franja da população mundial que possui um smartphone e a maioria dos estudos indica que essa percentagem deverá continuar a subir. Mas à medida que nos tornamos mais ‘ligados’ ao mundo online estaremos também cada vez mais ‘desconectados’ para o que nos rodeia?

Nancy Gibbs da revista Time escreveu recentemente um artigo em que refere que “os nossos polegares estão mais curtos, a nossa atenção é mais reduzida. Podemos estar sempre, mentalmente, digitalmente, em qualquer outro lugar que aquele em que realmente estamos”, e tudo isto graças aos smartphones e outros aparelhos tecnológicos que nos garantem que estamos online 24 sobre 24 horas.

Lexi Felix, uma norte-americana que trabalha na área das tecnologias, lançou a “Digital Detox”, uma empresa que organiza retiros na Califórnia e que ‘obriga’ os participantes a livrarem-se dos seus smartphones e a participarem em atividades como yoga e aulas de culinária. Desligar, fazer check-out ou ‘desintoxicar’ ignorando os aparelhos eletrónicos não é fácil, mas pode ser a chave para um negócio bem-sucedido.

Ansiedade

A maioria dos trabalhadores sofre de ansiedade ao pensar que não estão ligados e não podem conferir a sua caixa de e-mail ou espreitar as redes sociais, mas ‘desconectar’, dizem os especialistas entrevistados por Nancy Gibbs, oferece mais tempo para restaurar energias. Os utilizadores dos ditos ‘telefones inteligentes’ confiam de tal forma nos seus telemóveis para lhes fornecerem toda a informação que perderam a capacidade de planear e antever resultados.

A maioria dos especialistas indica ainda que o ‘abuso’ destes aparelhos leva à perda de memória e ao bloqueio da criatividade. Toda a gente se acha perfeitamente capaz de executar diversas tarefas ao mesmo tempo, mas a verdade é que essa premissa é errada.

Executar diversas tarefas ao mesmo tempo pode também prejudicar a concentração e a criatividade e as empresas devem promover reuniões ‘livres’ de aparelhos tecnológicos.

Menos interação

Os especialistas defendem agora que, num mundo rodeado de interações virtuais, as pessoas devem tentar redescobrir uma forma para viverem com menos interações através de aparelhos tecnológicos e desviarem o olhar dos ecrãs e olhar em redor.

Mas numa era em que desligar as redes sociais e os e-mails significa também desligarmo-nos dos amigos e conhecidos, será que estamos preparados para nos desconectar? Nicholas Carr, autor do estudo The Shallows: What The Internet Is Doing To Our Brains, diz que não só essa desconexão é possível, como necessária.

O investigador refere que o problema de estarmos sempre ligados é que isso “expandiu” os nossos locais de trabalho, que agora vão connosco para casa ou para qualquer outro lugar que não apenas o escritório. Vários estudos indicam também que é preciso pelo menos um minuto até que uma pessoa se volte a concentrar nas suas tarefas depois de ter sido alertada para o facto de ter um novo e-mail, o que leva a uma enorme perda de tempo e a um prejuízo para as empresas.

Cabe agora às empresas avaliarem os prós e contras de terem colaboradores sempre ligados e promoverem formas de trabalho fora do meio digital.

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