A revolução da requalificação

A revolução da requalificação

A requalificação e o desenvolvimento de novas competências são urgentes. Cerca de mil milhões de postos de trabalho, um terço de todos os postos de trabalho a nível mundial, deverão ser transformados pela tecnologia na próxima década, de acordo com dados da OCDE. Contudo, o Fórum Económico Mundial estima que até 2022 sejam criados 133 milhões de novos trabalhos nas maiores economias do mundo como forma de dar resposta às exigências da quarta Revolução Industrial.

Como se garante a requalificação de competências de cerca de mil milhões de pessoas em tão curto espaço de tempo? Um estudo do Fórum Económico Mundial aponta para a importância da liderança e da colaboração e a Accenture diz que no caso dos países do G20, não ser capaz de dar resposta a esta necessidade de novas competências pode significar uma perda de PIB de cerca de 11,5 biliões de dólares na próxima década. O custo humano é ainda maior.

Importa ainda combater a ideia que neste período de revolução tecnológica o mais importante é desenvolver competências tecnológicas e científicas porque apesar de termos todos que trabalhar lado a lado com a tecnologia, existe uma necessidade crescente de desenvolver competências que permitam aos trabalhadores interagir melhor uns com os outros. Estas incluem a criatividade e a colaboração.

“O foco na requalificação e em preparar as forças de trabalho para o futuro será instrumental na melhoria da mobilidade social, um fator essencial para reduzir as desigualdades. Uma melhoria de apenas 10% na mobilidade social global poderia fazer a economia crescer cerca de 5% na próxima década”, sublinha Saadia Zahidi, managing director do Fórum Económico Mundial.

“Se não fizermos nada, a crise de competências atual irá exacerbar a crescente divisão entre os ricos e os pobres. Num mundo desses, é impossível atingir a paz, a sustentabilidade ambiental e prosperidade. É tempo de fazermos uma revolução da requalificação”, conclui.       

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