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O ambiente de trabalho mudou – “baralhar e dar de novo” deixou de fazer sentido, agora é tempo de “baralhar e dar diferente”. Será assim?

Entrevista com Ana Correia
Ana Correia
Ana Correia, HR Manager Shared Service Center da Klöckner Pentaplast

 

 

Cultura organizacional: Leia a entrevista com a Ana Correia, HR Manager Shared Service Center na Klöckner Pentaplast

1. Surpreendidos por uma pandemia que virou do avesso a vida das sociedades e de cada um de nós, as empresas transformaram o seu “habitat”. Como é que se transporta a cultura da empresa para dentro de casa?

A situação que vivemos gerou em todos nós sentimentos de insegurança, medo, isolamento, incerteza e colocou à prova as Empresas e as Pessoas, mostrando a verdadeira essência de cada Organização e dos seus Líderes.

A Cultura de uma Organização é feita dos Valores e das Relações Humanas que se constroem e vivenciam no dia-a‑dia. Independentemente de estarmos no escritório ou em nossa casa, os Valores são os mesmos, acompanham-nos, definem o nosso ADN, estão reflectidos nas nossas acções e, por isso, estão sempre presentes onde quer que estejamos.

Culturalmente, somos um povo de afectos, gostamos de conviver e estar próximos, mas tivemos de nos reinventar. Na KP Business Services, o acompanhamento que os Managers e Team Leaders fizeram junto das suas equipas foi fundamental. Exigiu um grande esfoço e empenho de cada um, mas não poderia ter sido de forma diferente. Desde reuniões diárias de equipa online, a um maior acompanhamento nas tarefas do dia-adia, a desafios de motivação semanais, à Happy Hour à Sexta-feira, ao telefonema para perguntar: “Como estás?”.

A Cultura Organizacional tem de estar dentro de cada um e, desta forma, onde quer estejamos estará sempre connosco.

2. Como é que o teletrabalho resulta num win win para a pessoa e para a organização?

O teletrabalho permite uma maior conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal. Este período veio provar que há muitas funções que podem, perfeitamente, ser realizadas em teletrabalho sem que isso impacte negativamente os resultados, a qualidade do trabalho ou os deadlines.

Para os Colaboradores, a poupança que têm em termos de custos e tempo nas deslocações diárias casa-trabalho-casa, uma melhor gestão da agenda pessoal, maior disponibilidade para acompanhar os filhos e/ou outros membros do agregado familiar que necessitem de apoio, a possibilidade de ter uma alimentação mais equilibrada pelo simples facto de estarem em casa e poderem preparar as refeições ou até mesmo maior flexibilidade para praticar exercício físico.

No que se refere às Organizações, estas têm a oportunidade de reduzir os custos com rendas, consumíveis, electricidade, água, etc… Por outro lado, ao fomentar o teletrabalho e apoiar as suas equipas, estão a desenvolver e/ou aprofundar a confiança, o engagement, o sentimento de pertença, estão a reforçar os laços entre indivíduos e empresa.

No nosso caso, em particular, acredito que o futuro poderá passar por uma solução mista: 2 dias por semana no escritório e os restantes em casa, por exemplo.

3. Medo, incerteza, cansaço… E também conquista, crescimento, aprendizagem… O que queremos manter e o que queremos que “volte a ser como era” na forma como trabalhamos?

Sem dúvida nenhuma que queremos manter a Flexibilidade para nos adaptarmos a novas e/ou diferentes formas de trabalhar, a Agilidade para respondermos de forma mais eficiente, eficaz e rápida, Open-Mind para imaginarmos novos cenários, a Liberdade para conciliar o lado profissional e o pessoal e a Humildade para aprendermos com as experiências vivenciadas.

O que queremos voltar a ter? A possibilidade de Abraçar a equipa e conseguir ver os Sorrisos!

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