3 mitos sobre as equipas mais inovadoras

No que diz respeito à criação de equipas inovadoras, existem várias ideias pré-concebidas a circular nas organizações. Quem o diz é Kyle Nel, Executive Vice President da Uncommon Partners Lab da Singularity University e autor da obra Leading Transformation, publicado pela Harvard Business Review Press em 2018.

O especialista defende que a maioria dos ‘palpites’ sobre os ingredientes ideais para criar uma equipa inovadora e de alta performance baseia-se muitas vezes em intuição em vez de em análises dos verdadeiros fatores em jogo.

Uma equipa que não é construída de forma estratégica pode conseguir um projeto bem-sucedido, mas não é capaz de replicar e criar sucesso sustentável e de longo prazo.

“Para que uma equipa inovadora seja bem-sucedida, deve agir como um ecossistema coeso, com membros que se equilibrem uns aos outros. Se uma equipa está desequilibrada – por exemplo, é boa a gerar novas ideias, mas terrível na execução – podemos adivinhar os problemas que surgirão à medida que o projeto evolui”, defende Kyle Nel.

O Uncommon Partners Lab, da Singularity University, olhou para o que torna uma equipa inovadora verdadeiramente bem-sucedida e descobriu os mitos que levam as organizações a criar equipas que não são assim tão inovadoras.

Através deste estudo, a Singularity University descobriu os 11 traços pessoais e atitudes que estão na base da inovação e os três mitos nos quais até os líderes mais experientes acreditam quando criam equipas inovadoras e de elevada performance.

Mito 1: Um elemento que seja muito bom é essencial para o sucesso

Já todos assistimos a isto. Um líder/manager de uma equipa está a conseguir bons resultados, a palavra espalha-se por toda a organização e todos ficam a acreditar que o contributo do líder é que foi o ingrediente secreto para o sucesso da equipa. Meses mais tarde é identificado um novo projeto e a organização acredita que desde que aquela pessoa esteja ao comando tudo correrá bem. Certo? Errado!

São muitas as organizações que caem na rasteira de acreditar que um bom líder é a chave para o sucesso de um projeto. Mas esta é uma ideia perigosa. O sucesso advém de uma combinação de vários ingredientes únicos ou equipas com elementos únicos, se preferir.

Mito 2: Juntar os colaboradores com melhores performances numa única equipa é uma receita que nunca falha

Outro cenário. Um projeto importante de um líder sénior foi aprovado, vai avançar e a organização está finalmente preparada para alocar recursos a essa iniciativa. Para criar a equipa, são escolhidos os colaboradores com melhor performance em cada um dos departamentos. São os melhores. O que é que tem para não dar certo? Semelhante ao primeiro mito, juntar as pessoas que são consideradas “as melhores” numa única equipa não é garantia de sucesso. Na verdade, esta opção cria um desequilíbrio e uma equipa com talentos e perfis muito semelhantes.

Kyle Nel acredita que uma boa equipa deve ter pessoas com três tipos de perfis – pilotos do caos, sobreviventes do caos e conselheiros do caos. Se pelo menos um destes perfis não existir na equipa, a equipa estará sempre em desequilíbrio.

Mito 3: Pensar que um líder com fortes competências técnicas garante a inovação

Quando o objetivo é inovar, muitas organizações caem no erro de acreditar que basta terem um líder com fortes competências técnicas para conduzir todos os outros durante o projeto. É óbvio que o talento e as competências técnicas são importantes. Mas olhar exclusivamente para isso pode colocar em risco a sustentabilidade dos sucessos da equipa e o bem-estar de todos os outros elementos.

O segredo pode ser colocar ao comando um forte elemento com competências técnicas ao lado de alguém reconhecidamente bom a liderar equipas graças às suas soft skills.

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